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Equoterapia
EQUOTERAPIA
 
                  Seus benefícios são conhecidos há séculos, sua aplicação oficializada no campo da Medicina há algumas décadas.
 
                        A Equoterapia, ou seja, a utilização do cavalo para fins de saúde, educação e reabilitação tem seu espaço assegurado definitivamente como método terapêutico.
                        A Equoterapia é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar, nas áreas de Saúde, Educação e Equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas portadoras de deficiência e/ou de necessidades especiais.
                       Executada sempre por equipe interdisciplinar constando, no mínimo, de fisioterapeuta, instrutor de equitação e psicólogo, além de indicação médica, utiliza cavalos criteriosamente selecionados e treinados para a função dentro de uma espaço apropriado, atendendo a normas de segurança específicas.
 
                        Mas por que o cavalo?
 
                        A atividade com o cavalo exige a participação do cavaleiro como um todo, contribuindo para o aprimoramento da força muscular, relaxamento, conscientização do próprio corpo, desenvolvimento do equilíbrio e da coordenação motora, essenciais à bipedestação. Com os estímulos proporcionados pela movimentação tridimensional de seu dorso caminhando ao passo, provoca alterações o centro de gravidade estimulando de modo contínuo o sistema vestibular. Este movimento, com cadência, ritmo e trajetória similares ao movimento pélvico observado na marcha humana, estimula todo o sistema proprioceptivo.
 
                        Nos distúrbios da fala e comunicação auxilia na articulação de sons, fluência verbal e linguagem propriamente dita.
 
                        Melhora a atenção e concentração, trabalha seqüências lógicas, independência mão-braço, que é fundamental para a escrita, incentiva o planejamento motor e memorização.
 
                        Proporciona uma harmonização através de um melhor conhecimento de si mesmo, melhora a percepção da realidade externa e a maneira de se posicionar em relação ao mundo, dando bases para o praticante acreditar em si mesmo e fortalecer o sentimento de independência.
 
 
                        Na equoterapia, o cavalo é utilizado como um meio de se alcançar os objetivos terapêuticos. Ela exige a participação do corpo inteiro, de todos os músculos e de todas as articulações.
                        O cavalo, como objeto intermediador, é a ligação entre o praticante e o terapeuta, entre o praticante e o adulto, etc. Aquilo que o praticante não pode vivenciar, no contato com o cavalo ele irá aprender integrar-se e utilizar na sua estrutura, na sua evolução psicossomática, melhorando a sua autonomia, independência, auto-estima, auto-confiança, objetivos dos terapeutas para com seus praticantes.
                        O cavalo é o ser da confiança e da troca afetiva e corporal; ele dá matéria à nossa busca de identidade. Ele permanece um ser que deve ser cativado e cuja dominação passa, através dele, pela auto- estima de si mesmo. Toda a evocação do cavalo, animal-símbolo, remete a noções culturais profundamente interiorizadas. Ele se torna o nosso outro eu, objeto de nossas projeções, uma resposta viva a nossos comportamentos. Vimos o cavalo como algo que gostaríamos que ele desse para nós ou depositamos nele nossas vontades.
                        A intensidade das sensações e das emoções provocadas pela abordagem do cavalo, conduzem o indivíduo a um confronto consigo mesmo, que é corporal e psico-afetivo ao mesmo tempo.
                       
                        O cavalo, fonte de emoções, é a própria essência do expressivo. E, através das vibrações corporais que o corpo registra, o cavaleiro vive uma experiência que remete diretamente à sua vivência interior, assim, desabrochando, criando e realizando seu próprio bem-estar, pelo viés do cavalo, este seu outro eu.
                        Todo o vínculo cavalo-cavaleiro, estabelecido desde as primeiras sessões desenvolve a afetividade, com isso obtendo-se um ganho geral de auto-confiança e auto-estima, sendo assim há um melhoramento nos outros aspectos como o senso de limite e responsabilidade, o relacionamento interpessoal e casos de timidez, retração, hiperatividade, doenças de humor e depressão, entre outras deficiências apresentam sensível progresso.
 
                        Toda atividade equoterápica deve se basear em fundamentos técnico-científicos. O atendimento equoterápico só poderá ser iniciado mediante parecer favorável em avaliação médica, psicológica e fisioterápica.
                        As sessões de equoterapia podem ser realizadas em grupo, porém o planejamento e o acompanhamento deve ser individualizados.
                  O cavalo influencia o paciente, ao invés do paciente controlar o cavalo. O paciente é colocado sobre o cavalo e responde ativamente aos seus movimentos. O terapeuta, com o auxílio do auxiliar guia, determina a direção do percurso, a posição da cabeça e a velocidade do cavalo, assim como analisa as respostas do praticante fazendo os ajustes necessários para cada situação. Os objetivos da equoterapia são as melhorias no tônus, postura, equilíbrio, mobilidade e conseqüentemente na função. É essencialmente voltado para a área da Saúde e caracteriza-se pela dependência funcional motora do paciente. Nesta fase, o cavalo atua primariamente como instrumento cinesioterapêutico, mas tem também seu aspecto construtivo na questão psicológica do praticante.
 

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