SIQUEIRA E RODRIGUES NATUROLOGIA
O SEU HOSPITAL EM TERAPIAS COMPLEMENTARES
Acupuntura
Antroposofia
Aromaterapia
Arte Terapia
Auriculoterapia
Biodança
Bioenergética
Calatonia
Cranio sacral
Cromoterapia
Cura Energética
Dança do Ventre Terapia
Drenagem Linfática
Eletromagnetorerapia
Equoterapia
Escalda pés
Fisioterapia
Fitoterapia
Floral
Geoterapia
Hipnose
Hidroterapia
Holoterapia
Homeopatia
Iridologia
Jin Shin Jyutsu
Lian Gong
Linha do Tempo
Magnetoterapia
Massagem
Massagem Ayurvédica
Massagem Expressa
Massagem Relaxante
Massagem Sueca
Massagem Sushô
Massagem Terapêutica
Massagem Thai
Medicina Tradicional Chinesa
Mediicna da Habitação
Meditação
Moxabustão
Musicoterapia
Nutrição
Pilates
PNL
Psicanálise
Psicoterapia
Psicopedagogia
Psicobioenergética
Quiropraxia
Radiestesia
Reflexologia
Reiki
Regressão
Rolfing
RPG
Seitai
Shiatsu
Self Healing
Spiral Taping
Yoga
Ventosa
Watsu
Fitoterapia
FITOTERAPIA
 
                 A Fitoterapia é a ciência que trata os problemas de saúde, utilizando os vegetais (fito complexo). Sua história é contemporânea ao início da civilização. As plantas medicinais constituem a principal fonte de matéria prima para a produção de remédios. Ela pode ser utilizada alopaticamente ou homeopaticamente. Tão antiga quanto a existência do homem.
 
                        Não devemos esquecer que muitas drogas farmacoterapicas são extraídas das plantas medicinais, porém o que parece estranho é que existe uma diferença entre o efeito do principio ativo isolado e o da planta inteira, quando ministrados separadamente. Isto porque o principio ativo é um dos fatores dentre os vários que participam de sua atividade curativa, pois uma planta é um conjunto de fatores e não apenas um deles, isolado.
 
                        O primeiro manuscrito conhecido sobre a Fitoterapia é o chamado Papiro de Ebers, que leva o nome do notável egiptólogo que o descobriu em Luxor e que o traduziu. É um manuscrito contínuo, em forma de rolo, de uns 30 cm de largura por mais de 75 metros de comprimento, anterior a 1.500 A.C., resquício da antiga civilização egípcia.
 
                        O uso de plantas medicinais e fitoterápicos, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico, passou a ser oficialmente reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 1978, quando realizou uma conferência em Alma-Ata (antiga URSS) onde foi estabelecida uma  declaração na qual constava que “o cuidado integral para todos e por todos é uma necessidade não só no âmbito da saúde, mas para o futuro dos países que aspiram a continuar sendo nações soberanas em um mundo cada dia mais injusto”.
 
                         Esta declaração foi um consenso com a presença de 134 países, 67  organismos internacionais e dezenas de organizações não governamentais. A proposta era “Saúde para todos no ano 2000”, onde um dos principais pontos foi a incorporação das práticas tradicionais, entre elas o uso de plantas medicinais, nos cuidados da saúde.
 
                        A OMS reconhece que “80% da população dos países em desenvolvimento são usuários de práticas tradicionais nos cuidados básicos em saúde". Estima-se que 85% dessa população utiliza plantas medicinais ou produtos relacionados. Segundo a Associação Brasileira das Empresas do Setor Fitoterápico, Suplemento Alimentar e de Promoção da Saúde (ABIFISA), é provável que cerca de 82% da população brasileira utilize produtos a base de plantas medicinais.
 
                        Ainda segundo a OMS, as práticas da medicina tradicional expandiram-se globalmente na última década e ganharam popularidade. São incentivadas não somente pelos profissionais que atuam na rede básica de saúde dos países em desenvolvimento, mas também naqueles onde a medicina convencional é predominante no sistema de saúde local .
 
                        Pela definição legal, fitoterápico é um medicamento obtido por processos tecnologicamente adequados, empregando-se exclusivamente matérias-primas vegetais, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico. É caracterizado pelo conhecimento da eficácia e dos riscos de seu uso, assim como pela reprodutibilidade e constância de sua qualidade. Não se considera  medicamento fitoterápico aquele que, na sua composição, inclua substâncias ativas isoladas, de qualquer origem, nem as associações destas com extratos vegetais.
 
                        A fitoterapia, como prática complementar, é um fenômeno social no mundo atual, caracterizado pelas suas inter-relações biológicas, sociais, culturais e econômicas. Na década de 40 do século passado, a fitoterapia passou por uma crise e o uso de plantas medicinais foi desconsiderado como uma forma de terapia medicamentosa de base científica, postura essa impulsionada pelo desenvolvimento da indústria química e farmacêutica e pelo modelo de educação introduzido nos cursos da saúde que priorizava o enfoque tecnicista.
 
                        Nas últimas décadas, o interesse populacional pelas terapias naturais tem aumentado significativamente nos países industrializados e o uso de plantas medicinais e fitoterápicos encontram-se em expansão. É reconhecida a importância dos produtos naturais, incluindo aqueles derivados de plantas, no desenvolvimento de modernas drogas terapêuticas. Entre todos os medicamentos comercializados no mundo atualmente, cerca de 40% tiveram origem direta ou indiretamente em fontes naturais, salientando que 78% das drogas antibacterianas e 60% dos medicamentos antitumorais são derivados de produtos naturais.
 
            O uso de fitoterápicos intensificou-se na década de 90 e seu mercado mundial obteve um faturamento de US$ 12,4 bilhões em 1997. De acordo com a ABIFISA, os fitoterápicos movimentariam, anualmente, no Brasil, cerca de US$ 400 milhões. É de se esperar que em 2010, esses medicamentos cheguem a alcançar a faixa dos US$ 2 bilhões de vendas ao ano. Plantas medicinais, preparações fito farmacêuticas e produtos naturais isolados representam um mercado que movimenta bilhões de dólares, tanto em países industrializados, como em países em desenvolvimento.
 
            O Brasil é o país que detém a maior parcela da biodiversidade, em torno de 15 a 20% do total mundial, com destaque para as plantas superiores, das quais detém aproximadamente 24% da biodiversidade. Entre os elementos que constituem a biodiversidade, as plantas são a matéria-prima para a fabricação de fitoterápicos e outros medicamentos. Além de seu uso como substrato para a fabricação de medicamentos, as plantas são também utilizadas em práticas populares e tradicionais como remédios caseiros e comunitários, processo conhecido como medicina tradicional. Além desse acervo genético, o Brasil é detentor de rica diversidade cultural e étnica que resultou em um acúmulo considerável de conhecimentos e tecnologias tradicionais, passados de geração a geração, entre os quais se destaca o vasto acervo de conhecimentos sobre manejo e uso de plantas medicinais.
                                                               Mario Rodrigues

DESTAQUESA CLÍNICAESPECIALIDADESAGENDA 2010CURSOSALIMENTAÇÃO & ORIENTAÇÕESARTIGOS ESCRITOSVÍDEOS LINKS PARCEIROS E IMPORTANTESFOTOS DAS ATIVIDADES