SIQUEIRA E RODRIGUES NATUROLOGIA
O SEU HOSPITAL EM TERAPIAS COMPLEMENTARES
SAÚDE
GERAL
CONCEITUAL
CONCEITUAL

                Colocamos aqui, alguns artigos de colegas profissionais , assim como nossos também, a título de conhecimento e divulgação.

             Eles estão organizados por ordem alfabética, e não de publicação, click sobre o assunto de seu interesse :

     AQUI NA TERRA

     A SOLIDÃO A DOIS

     MULHER FORTE, INDEPENDENTE, SOZINHA!!

     PAIS E ESCOLA

     PAÍSES À VENDA . TRATAR AQUI. E ALÍ

     RESTAURAR A LUZ !

     VIRAR A MESA                              

 

 

 

A SOLIDÃO A DOIS

     

                        Mario Rodrigues

           

       Acabei de ler um artigo do médico e psicoterapeuta Flávio Gikovate que vêm ao encontro do que preconizo, diariamente aos meus clientes em atendimento na clínica. E, que diz respeito à como os relacionamentos estão ocorrendo neste mundo contemporâneo e globalizado. 

                       

                       Fomos condicionados, e para isso massacrados com conceitos, a procurar nossa “alma gêmea” . Nossos antepassados viviam em constante busca do “Amor completo”, da outra metade da laranja. Entretanto, hoje isto é visto sob novas formas comportamentais do Universo que,  aliada ao grande avanço tecnológico do início deste século, implica na necessidade de revermos também muitos dos paradigmas que regem a esfera dos nossos relacionamentos.

Como o próprio Gikovate propõe, “ O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.”

                       

                         Hoje caminhamos para uma realidade onde, ninguém mais é nosso ingrediente para a felicidade, pode no máximo fazer parte da receita, mas não representante único dela.

           

                         Aquele sentimento vindo do amor romântico , e era preponderante até então, onde éramos uma pequena parte de um todo chamado felicidade, e precisávamos completar o restante com outra alma gêmea, numa procura incessante e na sua maioria das vezes frustrante; hoje atualizou-se, o romantismo chega a parecer saudosismo .

                       

                         Nossa Humanidade herdou o comportamento de procurar o seu oposto, ou seja exatamente ao meu contrário ; tenho de procurar um relacionamento onde faça exatamente o que não faço ou que tenha o que não tenho, assim será completo.

           

              Parece certo, entretanto é somente sobrevivência, ou lógica administrativa acadêmica.

           

              Esse oposto, na sua maioria do tempo, para aparecer e ser aceito, pressupõe subserviente a outrem. E subserviente coloca-nos em situação de negação a configuração de nosso subconsciente, à moldagem de alguns itens de nossa personalidade em benefício ao outro lado do relacionamento.   

                       

                         Nossa humanidade, na contemporaneidade é parceira em tudo, até no Amor. Ela quer a companhia e deseja o prazer, vai ficando, mas não quer a posse do outro ! Será?

                      

                         O contemporâneo criou o ficar - isto para suprir uma deficiência na demanda de parceiros e parceiras disponíveis -  para relacionar de forma rápida e descompromissada , onde   “experimentamos “ ou fazemos um teste “drive”, e aí, depois efetivamos ou não a conquista por completo. Ótimo, resolvido o problema da falta de alma gêmea no mercado.

           

             Mas, o “modus operandis” não condiz com os sentimentos da humanidade atual; esta criando ressentimentos agressivos e perversos ao corpo humano. 

           

             Precisamos desenvolver a nossa individualidade e, principalmente, nos vermos como seres inteiros e amando a nós próprios, felizes e completos com a nossa companhia,.

           

             Parece fácil ! Mas não é.

           

             Não consta em nossos conceitos recebidos da tribo social ou familiar , esse estar pleno em felicidade com nós mesmos.

           

            Temos que aprender esse novo comportamento, aliás estamos caminhando, como diz Gikovate: “ Não são duas metades em busca de um inteiro, mas dois inteiros completos e individuais, que se unem para viver plenamente”.  Isto impulsiona a sapiência da nossa individualidade.

           

            Aquele que não sabe ficar sozinho consigo próprio, dificilmente saberá respeitar e apreciar o outro na sua individualidade, perpetuando um padrão de co-dependência emocional. 

           

            Hoje vemos  um número crescente de relacionamentos, aparentemente estáveis e duradouros, se desfazendo, ora impulsionados pelo mundo globalizado onde somos o todo em um ( computador, celular, ilha de trabalho, e outros); ora pela coletividade  da qual sai a exigência de “comportar-se como todos” pela moda  ou para acompanhar a tribo. Os avanços tecnológicos nos proporcionam comunicação instantânea e global , mas concomitantemente exigem o nosso tempo e dedicação de forma individualizada. 

           

            Essa pressão toda obriga a humanidade a perder o pavor da solidão companheira, e ir-se adaptando consigo mesma, o que é mais difícil. Parece díspar, mas o ser humano não aprendeu e não sabe viver consigo mesmo, esta começando a aprender agora. Ele foi educado a viver pelo outro, para o outro e com o outro.

           

            Nosso mundo evoluiu tecnologicamente de forma rápida e embasbacante, mas o humano, como seres animais , ainda continua deficitário , carente e,  sofridamente esta se adaptando ao mundo por ele construído.

           

            Podemos perceber  diferenças sutis que favorecem o nosso caminhar em direção a esta nova arte de se relacionar – a arte de unir o nosso Eu verdadeiro ao Eu verdadeiro de outrem somando talentos e potencialidades para gerar mais benefícios para a sociedade ou para o planeta. Os relacionamentos atuais visam a adição e não a divisão dos Eus individuais, e isto  para construção de um novo Eu, onde o consenso de cada parte esta em saber bastar-se por si mesmo .

           

            Afinal, não importa o quão diferentes são os lados, pois somos unos quando amamos, e amamos sem distância, cor, credo ou saldo bancário. Pulamos o tempo quando estamos parceiros de uma pessoa, isso chama-se  afinidade.

           

            Nossa humanidade tem a necessidade de explicar tudo;  porque sente as emoções , as relembra ressentindo-as, e vê o conforto em afrontar ao próximo as mesmas. E, quando percebe a inocuidade desse ato sente-se impotente.

           

            Temos de, e devemos Amar ao próximo; só não podemos e depender do próximo para sentirmos Amados, ou para explicarmos o que estamos sentindo.

                                                   

 

AQUI NA TERRA

Mario Rodrigues

                                                                                                

                  Aqui na Terra, nossa humanidade deve renunciar à ilusão de que, algum tipo de salvação possa vir dos governos e da religião, pois as políticas excluem o inconsciente e se exilaram do Universo em que acontecem.

 

                  Cada qual, religião e governo, estão com a visão e objetivos focando seus umbigos, portanto estamos órfãos quando necessitamos de caminhos e apoios rumo ao resgate conscencial.

 

                  Nossa humanidade acha que tem fome de emprego, mas nem quem esta empregado consegue desfrutar a vida com alegria e leveza, como deveria ser. Nossa humanidade acha que tem fome de tecnologia, mas nem quando o mais moderno está ao alcance deixamos de agredir ao próximo. Nossa humanidade acha que tem fome de sexo, mas nem quando o pratica consegue satisfazer-se. Nossa humanidade acha que tem fome de inteligência, mas nem quando a tem consegue deixar de agir como animal violento.

 

                  Nossa humanidade acha que tem dignidade e grau superior aos outros animais, mas quando deve e pode utilizar essa dignidade, age com truculência e comportamento inferior aos trogloditas.

 

                  Nossa humanidade anda errando tudo, porque confundiu a sombra com a fonte de luz; todavia, chegou o momento cósmico em que a luz faz o chamado definitivo para que nossa humanidade renuncie ao mundo sombrio que construiu e constituiu, pois ele nada mais tem a oferecer.

 

                  A dificuldade é enorme, e, maior ainda a coragem requerida para dar esse passo. Tornou-se necessário mudar os conceitos com que você julgou os fatos e comportamentos até agora; este é o momento de sua vida em que deve mostrar a que veio, e por que nasceu entre o céu e a terra.

 

                  Tudo deverá acontecer com os recursos disponíveis no inconsciente, pois nem a vida, nem muito menos o governo, oferecerá algo mais a você.

 

                  Nossa humanidade esta por sua livre direção e auto propulsão, portanto , confie, acredite , veja.

 

         E faça a diferença.

  

PAIS E ESCOLA

           

A relação entre pais-alunos-escola, chegou a um ponto insustentável, em todas as regiões do país. 

            A nossa humanidade perdeu a capacidade de indignar-se, de locupletar-se da sandice social.  

Dogmatizar a idiotice ética é fácil , é uma posição preguiçosa e cômoda.  

Jogo para o outro a minha responsabilidade. E os problemas, os quais criamos com a nossa incapacidade de educar, ensinar e exemplificar; passo para o poder público.

 

É dele, poder público, a obrigação da cidadania, a punição, o castigo, a moral , enfim recuperar aqueles os quais não tivemos a capacidade, sequer a coragem de tentar educar e dar-mos o exemplo.

 

 Reagir parece a palavra e a ação correta. Mas quando utilizada essa ação - e são poucas as vezes em que isso acontece – vem a comunidade em críticas e desapreço.  

Bravo, coragem e não desista Professor. A nossa humanidade precisa de pessoas que possuem a capacidade de indignar-se e consequentemente transformar isso na adrenalina que moverá o motor da ação corretiva e principalmente educativa .

 

            Professores, orientadores e diretores de escolas, estão com receio das reações dos pais a seu trabalho no espaço escolar.  

            E os pais ,por sua vez, estão em estado de alerta a respeito da atuação da escola de seus filhos. Ambos se confrontam em direitos e valores sociais hipócritas, alguns estapafúrdios, beiram ao ridículo da lógica.

 

Alguém – professor – foi eleito , formado e bacharelado para ensinar, orientar e educar; e quando o faz aparece o Estado que preconiza: professor só indica e encaminha, quem educa são os pais.

 

Outro alguém – pais – foi eleito, empírica e vivencialmente para ensinar e educar, e quando o faz aparece a mídia e a sociedade que preconiza: pais são provedores financeiros , quem ensina e educa são os professores.

 

È uma situação complexa e bastante delicada, dados os seus efeitos sobre as crianças e jovens, que estão à deriva em um oceano de direitos.  

O aluno, melhor ainda, a criança e o jovem de hoje estão cheios de direitos, mas deveres nenhum, vejamos:

 

A criança tem direito à escola pela lei, mas não tem o dever de estudar ;

O jovem tem o direito da revolta pela sociedade, mas não tem o dever de cuidar do bem público;

           O jovem tem o direito de escolher facções e grupos, mas não tem o dever de respeitar as facções ou grupos do próximo;

A criança e o jovem tem o direito a escola e cursos técnicos públicos, mas não tem o dever de praticar, pois é trabalho insalubre e perigoso.

O jovem tem o direito de saber o que é crime , mas não tem o dever de responder por ele quando o prática;

           A criança tem o direito de ser hostil e agressiva, mas não tem o dever de se responsabilizar pelo que faz; e assim muito mais direitos e deveres algum.

 

O mundo mudou e muito, os valores  morais , sociais e lógicos também. A chamada parceria entre escola e pais, transformou-se em rivalidades e delegações de deveres.

 

           A educação hoje é tratada como bem de consumo, sujeita ao código de defesa do consumidor, e aí que a coisa ficou feia.

 

           Quem compra quer satisfação, quem vende quer agradar; e não existe nenhum método ou técnica de ensinar os meus  direitos e os seus direitos respeitando o livre arbítrio individual, sem chatearmos ou incomodarmos alguém. Em virtude de sempre acharmos maior o nosso direito ou “errado” a atitude do outro.

 

            E no cotidiano, são constantes os pedidos e exigências dos pais: para a troca de turma, retirada de colega de classe, atrasos justificados, lições em maior ou menor quantidade, atenção especial e outras discordâncias; e sempre tendo que agradar; olha o código de defesa do consumidor.

 

Ninguém é dono da verdade absoluta, mas ensinar nossos filhos a respeitar os direitos, ou assumir responsabilidade pelos seus atos, não se trata de verdade absoluta, mas sim uma lei da natureza:   

-O de plantar e colher, e de escorregar e levantar, ou seja a lei de acertos e erros, sempre levando a aumentar a sabedoria e discernimento sobre nós e o outro.

 

 A cada ato uma gratificação ou punição, dentro do nosso livre arbítrio . E Quando dói, custa ou se perde;   o ser humano fixa melhor e mais firmemente o aprendizado.

 

            Pais acolhidos em suas exigências e demandas, crianças contestando e extrapolando direitos, escolas imiscuindo-se em defesa própria ,,e com razão.

 

Esta relação escola pais foi num crescendo e chegamos aonde estamos.

            E agora?

 

É necessário uma trégua, é preciso refletir, não esta funcionando dessa forma;; em virtude dos filhos perceberem que os pais não confiam na escola, eles não se deixam educar pelos profissionais da mesma.

 

           Eles tem os pais para protegê-los de aprender a viver como aluno, a viver em grupo, então vão permanecer como filhos mesmo estando na escola.

 

          Não querem e não vão aprender a se cuidar, a enfrentar situações difíceis de forma respeitosa para com os outros da sociedade.

 

          Os jovens precisam se frustar em não conseguir o que querem, viver coletivamente e não egoístamente , conviver com situações desagradáveis e suportá-las, ver injustiças e reagir pelas mesmas, precisam viver este mundo, e não serem protegidos deste mundo.

 

Os pais precisam preparar os filhos para a vida, e não a vida para os filhos

.

           As escolas falham, claro; os pais falham , claro; vivemos neste mundo real, e precisamos muda-lo , mas mudando   nossos valores   irreais e egoístas e não o mundo.

 

           Nossa humanidade tapa os olhos, deixando para os netos e outros resolverem o inadequado. Ela foi diminuída a um estado selvagem por Ter sido submetida, ao longo dos anos, a conviver com a prática sistemática da injustiça. E , o que é mais duro, nos mantemos exilados do mundo dos acontecimentos, tratando este como um objeto externo a nós. Esse ódio alimentado diariamente pelas pessoas, sepulta a luz do coração.

 

            E agora nossa humanidade terá que reagir, restaurar a luz. Porém a alma se concentra demais nos problemas seus,  de acumular, de Ter, de possuir poder, é uma forma de ver-se livre dos acontecidos.

 

          As pessoas andam muito irritadas e desesperadas, justamente porque descobriram  que, mais do nunca, precisam umas das outras, e necessitam praticar o amor fraternal, mas foram treinadas ao contrário, aí vem o desespero, a insatisfação.

 

          A nossa humanidade esta descobrindo que não tem de cuidar do mundo para os netos, não tem de preservar o planeta para os filhos, e sim cuidar preservar, educar para agora, inclusive para si mesma. Aguardar extraterrestres para salvar a Terra , é injusto e cômodo, pois estamos colhendo o plantado e o Planeta nos foi locado integro e saudável. Aguardar a vinda de um novo Salvador, é demasiado fácil para o tanto de negligência que a humanidade cometeu.

 

Alguém tem de fazer, e começar. Alguém tem de fazer a sua parte, para poder contaminar ao próximo, e este o outro e assim seqüentemente.

 

Alguém tem de proibir apologia a violência, alguém tem de plantar amor, alguém tem de raspar essas incrustações perversas  na cidadania do homem.

 

           O exemplo tem de vir e ser incentivado, plantado e cuidado, para que possa ser colhido de forma saborosa e saudável. 

 

O que tem acontecido nas escolas em geral, é um pesadelo para os alunos, eles estão pedindo a presença firme e competente dos professores.

 O acontecido em casa   cria pessoas frágeis e sem perspectiva, e os filhos estão pedindo pais exercendo a sua função, de por limites e participarem ativamente, e não terceirizando a sua parte.

 

Tempo, sempre foi escasso, o mundo sempre foi difícil, o adolescente sempre foi revoltado, o governo sempre foi errado, e nada serve de desculpa para não agir.

    

Faça a sua parte, e esperamos que o exemplo seja seguido por outros. Conte conosco para apoio e colaboração.

 

Violência tem de ser repudiada, educação deve ser exemplificada, valores sociais e morais devem respeitar direitos e deveres

 

Já está na hora de parar com essa história de a escola responsabilizar alunos e pais pelos problemas que são seus e de pais se omitirem ou se fazerem de impotentes do seu trabalho e responsabilidade.

 

Se não vamos educar e cuidar, porque Ter filhos?

 

Se vamos terceirizar nossa responsabilidade, porque proteger ou coibir de atitudes educativas e limítrofes.

 

Bravo, coragem e bravo novamente.

 

 

                                                

 

                                                           MARIO A RODRIGUES

                                                                     

 


Países à venda. Tratar aqui. E alí.

 

                         Hoje mencionaremos os aspectos energéticos da cadeia alimentar e suas surpreendentes conseqüências ambientais e fundiárias.

                       Pense no destino metabólico do que você come: se você é um adulto moderado (por opção ou obrigação) tentará consumir o suficiente para manter seu peso. A matéria que você ingere será fonte de combustível para seu metabolismo, fonte de peças de reposição (eletrólitos, aminoácidos, vitaminas, micro nutrientes) e de resíduos sólidos e líquidos. Se você ingere mais do que é capaz de metabolizar, ganhará peso e alimentará a próspera indústria que promete nos livrar daqueles quilinhos a mais.

                        As crianças, ao contrário, devem consumir mais do que o mínimo de subsistência para poder investir o saldo energético no seu desenvolvimento e crescimento. E todo pai ou mãe sabe a quantidade de comida que crianças saudáveis devoram ao longo do ano para aumentar seu peso em uma pequena fração do peso de alimento consumido no período.

            Herbívoros e carnívoros têm, assim, este drama em comum: vivem direta ou indiretamente da fotossíntese dos vegetais, e enormes extensões de vegetação sustentam grandes manadas de herbívoros, que por sua vez garantem o sustento de uns poucos carnívoros. Portanto, você nunca verá grandes manadas de leões ou onças, ou revoadas de gaviões, a não ser em filmes-catástrofe de Hollywood.


                        Mas há um detalhe fundamental nos exemplos acima: herbívoros e carnívoros não têm livre arbítrio, a vaca nunca poderá se alimentar de frango, nem a onça de brócolis. Mas nós, os cupins do planeta, somos onívoros. Temos um largo leque de opções de dieta, do estrito vegetarianismo à carnivoria quase estrita, cada opção com uma pegada ecológica diferente.

 

                        A opção carnívora é a que exerce a maior pressão sobre o ambiente, traduzida em maior consumo de recursos como terra e água, entre outros, emissão de carbono etc. Mas as diferentes opções carnívoras podem diferir enormemente em sua pegada ecológica. Produzir um quilo de frango requer uma superfície e uma quantidade de água muito menor do que produzir um quilo de carne de boi.

 

                        Você acaba de entender por que um quilo de frango é mais barato do que um quilo de carne e mais caro do que um quilo de soja. Também entendeu por que um país como a Argentina, até recentemente grande produtor, consumidor e exportador de carne, tem densidade populacional muito menor do que a China, de hábitos basicamente vegetarianos.


 

Biosfera finita

 

                        Ouvimos cada vez mais que o atual consumo de recursos naturais pelos humanos não é sustentável e que mantê-lo só seria possível com uma biosfera e meia, ou duas. Então, se nos tornarmos todos vegetarianos da noite para o dia, estará resolvido o problema e a Terra poderá sustentar mais algumas décadas ou séculos de crescimento populacional. Certo?

 

 

                        Aí está o problema: não há como fazer pastagens de três andares, nem fabricar água ou solo. O universo talvez seja infinito, mas a biosfera, com certeza, é finita. Então, serão quantas décadas, e quanto crescimento populacional? Onde? E com que qualidade de vida?

 

 

                        Por isso a questão da segurança alimentar frequenta cada vez mais as agendas políticas nacionais e internacionais. O aumento dos preços dos alimentos no início de 2008 provocou graves distúrbios em diversos países em desenvolvimento. A disponibilidade de terra e água e a capacidade de produzir alimentos são mais do que nunca uma questão estratégica.

 

 

                        Não basta ter recursos para importar alimentos produzidos em outros países, já que, em caso de escassez ou crise, esses países se recusarão a exportar. Portanto, para assegurar o suprimento alimentar, torna-se necessário ter algum controle sobre o seu ciclo produtivo

 

 

                        Desta forma, está em curso, nem tão silenciosamente, uma corrida às terras e mananciais de água, estejam onde estiverem. Particulares, empresas e governos estão comprando ou arrendando grandes extensões de terra em países como Argentina, Senegal, Uganda, Indonésia, Madagascar, Sudão, Etiópia e, dizem as más línguas, Brasil.

 

 

                        Atrás do balcão, países que ainda dispõem de grandes extensões de florestas, terras agrícolas degradadas ou subexploradas. E na fila de candidatos à compra? Países ricos, com muita população, alto consumo e pouca terra arável, como Coréia do Sul e China, e países muito ricos com nenhuma terra arável, como os chamados países do Golfo Pérsico.

 

 

                        A busca por novas terras não é nenhuma novidade, mas a intensidade atual do fenômeno e sua extensão global o são. Assim o Sr. Hong Yong-Wan, um dos responsáveis da Daewoo Logistics, o braço agrícola do gigante coreano Daewoo, empresa que conhecemos como montadora de automóveis, declara “em nosso mundo, a comida pode ser uma arma”.  Brrrr... nunca mais olharei minha inocente (?) marmita com os mesmos olhos depois disso!
                        Mas essa declaração talvez explique porque a Daewoo arrendou 1,3 milhões de hectares em Madagascar – metade da superfície arável do país – por 99 anos. Pretende produzir ali 4 milhões de toneladas de milho, ou um terço da atual importação de milho da Coréia do Sul, e até 500 mil toneladas de óleo vegetal. Ambos para consumo... na Coreia do Sul.

 

 

                        A empresa não pagará um tostão sequer pela locação das terras; a contrapartida será investir 6 bilhões de dólares em benfeitorias nas terras em questão, ao longo de 25 anos. Talvez isso melhore as condições de vida da população local, talvez não. Pena: 70% da mesma está abaixo do nível de pobreza e metade da população infantil até 3 anos de idade sofre de desnutrição.
                        Já os países do Golfo Pérsico têm fortunas oriundas do petróleo e grandes territórios, mas o clima é desértico e eles importam de 70 a 90% dos alimentos que consomem. Como garantir o abastecimento interno nessas condições? Com petrodólares na mesa. Khalil Zainy, um executivo saudita, diz o seguinte: “temos projetos no Sudão, Indonésia e Senegal. São acordos em que todos ganham: eles têm as terras, e nós, o dinheiro”. Não é de se estranhar que a FAO – o braço das Nações Unidas para agricultura e alimentação – já fale em “neocolonialismo agrário”.

 

 

                        O Camboja, por sua vez, com sua razoável extensão e população encolhida pelos genocídios do Khmer Vermelho, está sendo cortejado pelo Kuwait e pelo Qatar. Estão em jogo ali 2,5 milhões de hectares.

 

 

                        Mas a China é o maior pesadelo de qualquer neocolonialista agrário. Tem um quarto da população mundial e apenas 7% das terras aráveis do planeta. Para piorar, a industrialização e a urbanização reduziram a sua superfície arável em 8 milhões de hectares em apenas 10 anos, e a desertificação avança em muitas regiões do país. Quem vai então alimentar a China? Outros países, claro!

 

 

                        E é impossível pensar em comida chinesa sem gergelim em suas várias formas. Mas a China consome 700 mil toneladas de gergelim e só produz 300 mil. A solução da Datong Trading Entreprise foi assumir a gestão de 35 mil hectares disseminados no Senegal, cuja produção integral de gergelim será adquirida por ela, cabendo-lhe também determinar o preço da safra. Obviamente, toda a produção será exportada para a China. Cinquenta supervisores em motos circularão nas regiões produtoras para assegurar que não haja desvios. Afinal, Arábia Saudita e Índia também são vorazes compradores de gergelim.

 

 

                        Lembra aquele jogo, o Banco Imobiliário? Cada jogador iniciava a partida com uma certa quantia inicial pré-determinada de dinheiro, jogava dados e tomava decisões sobre comprar ou vender bens, a fim de aumentar sua fortuna. E, depois da partida, um lanche, um mergulho, um joguinho de futebol.

                        Mas esse Banco Imobiliário Agrário, não sei não, acho que não vai acabar bem... Afinal, ele é para valer, os jogadores não têm a mesma quantia inicial e os dados são meio esquisitos. Quem vai pagar o lanche?


 

 

 

                                                                Jean Remy Guimarães 
                                              Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho 
                                                    Universidade Federal do Rio de Janeiro 
                                                           Colunista do Instituto ciência Hoje

 

 

 

 

 

          

 

 

                       

 

VIRAR A MESA

 

Mario Rodrigues

 

                        Aqui na Terra, quando de tanto repetirem-se as mentiras elas são estabelecidas como verdades inquestionáveis, é natural que ao se divulgar verdadeiras verdades elas soem estranhas, e até inverídicas, dado serem óbvias demais para acreditá-las.

 

                        O grande infortúnio de nosso tempo é o sofrimento de enfrentar a responsabilidade de ter aprisionado nossa humanidade em métodos de pensamento desenvolvidos por indivíduos inexperientes, desequilibrados e pouco evoluídos de nossa espécie.

 

                        Seu valor pessoal será medido pela sua capacidade de atrever-se a criar o que for inesperado, e até impossível.

 

            Seus desejos produzem felicidade, mas também sofrimento. E sabe porque? Estão lastreados em conceitos da mídia corporativa consumista, e estes sempre geram insatisfações pois é dessa forma que geram a corrente.

 

            Para avaliar corretamente sua importância, uma pessoa não deve considerar tanto os bens que ela possui quanto os dons e virtudes que ela oferecer ao mundo, através dos relacionamentos, e também suas idéias.

 

           Você deve proteger seus interesses pessoais, mas isso não pode ser feito em detrimento do interesse do grupo ao qual você pertence.

 

            As pessoas tentam viver uma vida simples que é ilusória, pois nossa humanidade foi feita para navegar pela complexidade dos acontecimentos e, ainda por cima, fazer isso com destreza.

 

            A lógica humana é uma conquista fabulosa, pois ela evita que se caia no excesso de misticismo e, também, ajuda a lapidar a imaginação. Entretanto, a angustia de saber e sentir sufoca.

 

                        Quando a mente se abre, a visão se amplia, e é inevitável perceber com maior clareza todos os erros e limitações do passado.

 

                        Quando a alma se alimenta com o espírito de aventura, não se deve cair no conto da paz eterna, pois ele vai em sentido contrário ao da aventura .

 

                        No momento atual, e você já deve ter percebido isso, quanto mais você combate o que deseja transformar, mais forte parece ficar a situação. Isso é sinal de ação, mudanças, e que sempre requerem mover-se, sair da zona de falso conforto ou,  vejo e não enxergo.

 

                        Leve em conta que os conflitos são um convite à harmonia, não ao contrário

 

                        Chegou a hora de virar a mesa! !


 

RESTAURAR A LUZ !

 

 

 

                A Humanidade foi diminuída a um estado selvagem por ter sido submetida, ao longo dos milênios, a conviver com a prática sistemática da injustiça.

 

                 E a injustiça mais dura de todas é a de que todos somos exilados do universo que nos anima, obrigando-nos a contempla-lo como um objeto externo a nós. Convencendo-se do exílio da vida, torna-se a principal causa da violência, pois assim estipulamos ser melhor odiar essa vida e, não está a humanidade, nem aí com ela. Esse ódio alimentado diariamente pelas pessoas, sepulta a Luz do coração.

           

               E agora, a nossa humanidade terá que restaurar essa Luz, limpá-la de milênios de negligência, e entroná-la em seu lugar adequado. Eventualmente você se encontra numa posição inferior à merecida, parece sensato concentrar-se nos problemas e limitações que impedem você de desfrutar a felicidade.

 

   Porém quando a Alma se concentra demais nos problemas acaba tornando-se dependente deles para sentir-se livre. Você não é melhor nem pior do que outras pessoas, é apenas quem você é e,  dê o melhor de si , compreensão e amor fraternal , a cada instante, e tudo correrá bem, ainda que num clima de conflito. As pessoas andam muito irritadas e desesperadas, justamente porque descobriram que, mais do que nunca, precisam umas das outras e necessitam praticar o amor fraternal, mas foram treinadas no sentido contrário, a serem independentes.

 

     Comece a agir agora mesmo, e não se detenha pois  é o momento certo de você tornar-se absolutamente consciente de todas as limitações provocadas pêlos segredos, maledicências , pressões moralistas e Dogmas que as pessoas e a sociedade fizeram.

               Você sempre quis muito, quis tudo enorme, e a vida com a sua graça habitual, respondeu positivamente aos seus apelos. Agora tudo é muito  enorme, tanto os problemas quanto os benefícios.

 

                A nossa humanidade descobriu que, passar para os  filhos e netos a responsabilidade de Amar é impossível pois já esta em extinção tal sentimento; descobriu que,  aguardar os extraterrestres para salvar  a Terra é injusto e cômodo , pois já estamos colhendo o plantado,  e a Terra nos foi locada integra e saudável;  descobriu que, aguardar a vinda de um novo Salvador é demasiado fácil para o tanto de negligência que cometeu.

            A nossa humanidade esta desesperada, com Pânico,  Medo, depressão; e por isso transmuta rapidamente ,com a morte coletiva e  conseqüente fuga deste Planeta, os seus desígnios e responsabilidades.


            A nossa humanidade descobriu, que precisa restaurar a Luz.

                                                                                         Mario Rodrigues


MULHER FORTE, INDEPENDENTE, SÓZINHA ! !

 

            Sou muito questionado em minhas consultas - por mulheres independentes, - como e o  porquê     de estarem sozinhas, da não companhia de um parceiro , de não encontrar a “sua cara metade”.

 

 Portanto, passarei aqui, algumas informações que poderão ajudar  em entender o quadro atual de parceiros não obtidos e não localizados

 

 Dos anos 60 em diante, as mulheres correram buscar independência, mostraram ao mundo e a elas como são capazes, mostraram aos homens como são iguais,  poderosas tanto quanto, o direito à voluptuosidade, a competição profissional e vários outros direitos, aliás merecidos e justos.

 

No afã das conquistas,  ratificando merecidas , e na corrida pelo tempo perdido, a mulher disparou psiquicamente, hoje é capaz de se manter,  de não atormentar o companheiro ou companheira com inseguranças nem ciúmes, é capaz de agüentar qualquer solavanco da vida dela e dele também; é procurada constantemente para resolver qualquer dissabor na família, aceita desafios profissionais, portanto é uma nova mulher, podemos chamar de mulher forte, em contradição a aquilo que centenas de anos escreveram na história, ou seja a mulher submissa, incapaz, frágil,  e  dependente.

 

Estão de parabéns as feministas:  Betty Friedan, Virginia Woolf, Christine de Pisan, Chiquinha Gonzaga, Alzira Rufino, Dina Sfat, Leila Diniz, e mais outras 100 lutadoras e idealistas,  foi e é uma conquista necessária.

 

Necessária porque: hoje nascem mais crianças do sexo feminino do que o masculino ( em virtude dos aditivos colocados em alimentos, do estresse, uso de pílulas anticoncepcionais, poluição e outros); a Terra é feminina; a água que ocupa o maior espaço sobre ela é feminina; as marés, a menstruação, a agricultura, a pescaria, o parto,  a cirurgia plástica, o bolo, o pão e mais uma infinidade de coisas dependem da Lua que  é feminina:; adoramos as frutas que é a parte feminina da planta;  e mais uma infinidade de necessidades e  itens que dependem do feminino. Portanto, se fazia inevitável esse posto alcançado pelas mulheres .

 

As mães educaram as filhas para galgar até esse posto, exigiram que mostrassem seu poder, sua capacidade, e  elas próprias o fizeram.

 

 Mas,  essas mesmas mães esqueceram de educar os filhos para esse impacto  sexual .

 

 Para as  filhas foram dando independência e incentivo positivo para a auto estima . E para os filhos continuaram fornecendo machismo,  mostrando que são os provedores da família,  os fortes, que as mulheres dependem deles, quando casam elas é que vão usar o sobrenome do homem,  são os chefes, os gerentes.

 

 Entretanto, um dia eles perceberam que, ao contrário do que sempre pensaram, os verdadeiros frágeis são eles.

 

 Acordaram e se deram conta que: não sabem chorar, que não querem conversar sobre o relacionamento; só aprenderam  a passear com membros do clube do Bolinha; quando encontram outro amor, dão as costas para o relacionamento atual sem explicações, afinal são os machos;  vão para o Happy Hour para desestressar e a companheira vai para o psiquiatra tomar antidepressivo; vão jogar bola para distrair, a companheira fica em casa para “olhar” os filhos; participam de churrascos estritamente masculinos; vão assistir a um  jogo de futebol em um coletivo, amassados em meio a uma massa que emite odor perfumado de sudorese ; perceberam  que não sabem fazer prevenção para a saúde; que não sabem cuidar-se fisicamente, afinal barriga “ é charme”;   que não precisam falar “ Eu te Amo”;  enfim,  não foram atrás da onda de “auto ajuda”.

 

   Somente 5% do total dos homens estão atualizados, ou  seja são do  modelo “2000” :   preocupam-se com as mulheres , dão-se o direito de sentir amor; de chorar;  conversam sobre moda, falam  dos problemas familiares; participam de festas e jantares  onde estão presentes mulheres;   aceitam dividir projetos e planos com uma mulher; não se importam que  o superior  seja  um belo exemplar do sexo feminino;  têm certeza que lugar de mulher não é na cozinha; dividem as responsabilidades domésticas e educacionais dos filhos, enfim já  são um modelo total flex.

 

   A sociedade esta precisando resgatar o homem, pois este, está  estacionado em um  umbral aquém das mulheres, perdido em um oceano vaginforme.

 

    A mulher foi, correu, expandiu, e não deu a mão para o homem. Agora são necessários os mesmos remédios que as feministas usaram: palestras, artigos escritos,  vivências,  encontros passeatas para acordar o homem, esse ser   essencial ao Planeta.

 

     Sim, eu disse essencial, e sabe porquê?

 

      Tudo é em sua maior parte, como vimos no começo desta escrita,  feminino . Precisa-se do homem para equilibrar; precisamos dar a ele maior conhecimento e acreditação. Caso contrario, as mulheres continuarão  o caminho da solidão. A procura por companheiros eternizará; dividirão com suas amigas os momentos de intimidade e cumplicidade.

 

          Mulheres, vamos resgatar o Masculino, antes que  o cosmos,  os transformem em raridades extintas  e sem perpetuação da espécie. 


Mario Rodrigues

 

 

 

 

 


DESTAQUESA CLÍNICAESPECIALIDADESAGENDA 2010CURSOSALIMENTAÇÃO & ORIENTAÇÕESARTIGOS ESCRITOSVÍDEOS LINKS PARCEIROS E IMPORTANTESFOTOS DAS ATIVIDADES